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PF liga quebra de sigilo dos tucanos ao jornalista Amaury Ribeiro Jr. quando era repórter do jornal O Estado de Minas, em outubro de 2009

20 de Outubro de 2010

(…) A PF já descobriu quem encomendou as informações: o jornalista Amaury Ribeiro Jr. (…), trabalhando na época no jornal O Estado de Minas.

Também identificou o homem que intermediou a compra dos dados obtidos ilegalmente em agências da Receita no Estado de São Paulo. Trata-se do despachante Dirceu Rodrigues Garcia.

O elo foi estabelecido a partir do levantamento de ligações entre o despachante e o jornalista revelado pelo cruzamento de extratos telefônicos obtidos pela PF com autorização judicial.

(…) A existência de informações confidenciais de tucanos circulando nos meios políticos foi revelado pela Folha em junho.

Em depoimento à polícia neste mês, Garcia confirmou que Amaury pagou pelos dados da filha e do genro de Serra, Verônica e Alexandre Bourgeois, do dirigente tucano Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB. O despachante disse ter recebido R$ 12 mil pelo trabalho.

(…)

Em um primeiro momento, o despachante Garcia afirmou à PF não ter envolvimento com o caso. Mas, confrontado com o histórico de telefonemas dele com Amaury, admitiu o pedido e a execução dos serviços.

A investigação foi aberta a partir de reportagem da Folha revelando que cópias de cinco declarações de renda de Eduardo Jorge faziam parte supostamente do dossiê que circulava entre pessoas ligadas a um denominado pela Folha, “grupo de inteligência” da campanha petista.

Ontem, a advogada de EJ foi à Superintendência da PF em Brasília para obter novas informações e cópias de depoimentos do inquérito.

Segundo a investigação, quando os dados dos tucanos foram encomendados em outubro de 2009, Amaury ainda mantinha vínculo profissional com o jornal “O Estado de Minas”.

(…)

A partir de depoimentos e cruzamentos telefônicos, a PF mapeou a cadeia da quebra dos dados fiscais.

Amaury não só fazia a encomenda, segundo a PF, como ia a São Paulo buscar os documentos. As viagens eram pagas pelo jornal.

Garcia fazia contato com o office-boy de São Paulo Ademir Cabral. Este acionava um outro despachante, Antonio Carlos Atella.

Atella tinha dois caminhos para obter os dados. O primeiro por meio da falsificação de uma solicitação de cópia de documentos da Receita. O segundo era contatar o despachante Fernando Araújo Lopes.
Segundo a PF, Lopes pagava Adeildda dos Santos, funcionária lotada na agência da Receita em Mauá (SP), que acessou os dados.

Luis Favre, com informações do jornal Folha SP

***


Esclarecimento. Esta matéria acima é constituída inteiramente pelas informações publicadas hoje pela Folha SP, após eliminar dela todas as afirmações e insinuações que por motivos políticos eleitorais o jornal escolheu incorporar, deturpando em alguns casos as próprias informações contidas na matéria (em vermelho o que foi cortado ou escrito por mim). Assim, enquanto a matéria informa que a PF liga quebra de sigilo ao jornalista Amaury Ribeiro Jr. enquanto era repórter do jornal O Estado de Minas em outubro de 2009, a Folha afirma na sua manchete uma evidente inverdade para associar o fato à Dilma e sua campanha.

A data de outubro de 2009 coincide com o período de maior tensão na disputa interna do PSDB, entre José Serra e Aécio Neves pela escolha do candidato. O jornal O Estado de Minas é considerado por alguns analistas como estreitamente vinculado ao então governador tucano.

A seguir a matéria completa, tal como publicada na Folha de hoje. A inteligência do leitor lhe permitirá assim entender o objetivo do jornal no tratamento dado a informação. Seguramente ela ganhará destaque no horário eleitoral em favor de um determinado candidato. LF


***


Capa Folha de S.Paulo - Edição São Paulo

PF liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma

Segundo inquérito, jornalista ligado ao “grupo de inteligência” pagou por dados

Despachante admitiu ter recebido R$ 12 mil por informações fiscais de tucanos encontradas na pré-campanha do PT

LEONARDO SOUZA
DE BRASÍLIA

Investigação da Polícia Federal fez conexão entre a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato José Serra (PSDB) e o dossiê preparado pelo chamado “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT).
A PF já descobriu quem encomendou as informações: o jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao “grupo de inteligência”.
Também identificou o homem que intermediou a compra dos dados obtidos ilegalmente em agências da Receita no Estado de São Paulo. Trata-se do despachante Dirceu Rodrigues Garcia.
O elo foi estabelecido a partir do levantamento de ligações entre o despachante e o jornalista revelado pelo cruzamento de extratos telefônicos obtidos pela PF com autorização judicial.
O uso de informações confidenciais de tucanos no dossiê petista foi revelado pela Folha em junho.
Em depoimento à polícia neste mês, Garcia confirmou que Amaury pagou pelos dados da filha e do genro de Serra, Verônica e Alexandre Bourgeois, do dirigente tucano Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB. O despachante disse ter recebido R$ 12 mil pelo trabalho.
O “grupo de inteligência” era responsável pelo levantamento de informações e confecção de dossiês que pudessem ser usados na campanha contra os adversários.
Amaury até hoje negava que estivesse trabalhando para a campanha do PT. Mas ele participou de reunião da “equipe de inteligência” em 20 de abril deste ano, num restaurante de Brasília.
Na época, o responsável pela comunicação da pré-campanha de Dilma era o jornalista Luiz Lanzetta, que participou do encontro. O flat em que Amaury estava hospedado em Brasília era pago pelo partido.
Desde que a existência do grupo foi revelada pela revista “Veja”, Amaury atribui a uma ala do PT o furto de informações de seu computador pessoal e o vazamento “por interesse político”.
Em um primeiro momento, o despachante Garcia afirmou à PF não ter envolvimento com o caso. Mas, confrontado com o histórico de telefonemas dele com Amaury, admitiu o pedido e a execução dos serviços.
A investigação foi aberta a partir de reportagem da Folha revelando que cópias de cinco declarações de renda de Eduardo Jorge faziam parte do dossiê que circulava entre pessoas ligadas ao “grupo de inteligência”.
Ontem, a advogada de EJ foi à Superintendência da PF em Brasília para obter novas informações e cópias de depoimentos do inquérito.
Segundo a investigação, quando os dados dos tucanos foram encomendados em outubro de 2009, Amaury ainda mantinha vínculo profissional com o jornal “O Estado de Minas”.
O PT atribui ao diário proximidade política com o ex-governador tucano Aécio Neves, eleito senador.
A partir de depoimentos e cruzamentos telefônicos, a PF mapeou a cadeia da quebra dos dados fiscais.
Amaury não só fazia a encomenda, segundo a PF, como ia a São Paulo buscar os documentos. As viagens eram pagas pelo jornal.
Garcia fazia contato com o office-boy de São Paulo Ademir Cabral. Este acionava um outro despachante, Antonio Carlos Atella.
Atella tinha dois caminhos para obter os dados. O primeiro por meio da falsificação de uma solicitação de cópia de documentos da Receita. O segundo era contatar o despachante Fernando Araújo Lopes.
Segundo a PF, Lopes pagava Adeildda dos Santos, funcionária lotada na agência da Receita em Mauá (SP), que acessou os dados

http://blogdofavre.ig.com.br/2010/10/pf-liga-quebra-de-sigilo-dos-tucanos-ao-jornalista-amaury-ribeiro-jr-quando-era-reporter-do-jornal-o-estado-de-minas/

Livro do Amaury: a PF vai dizer que é o Aécio ?

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/20/livro-do-amaury-a-pf-vai-dizer-que-e-o-aecio/

O Conversa Afiada sabe que a Polícia Federal está indignada com a armação da Folha(*) de São Paulo: Folha entrevista advogada de EJ.
Não fosse o vasoduto do EJ a Polícia Federal não divulgaria o resultado da sua investigação sobre o livro do Amaury antes da eleição.
A Polícia Federal, que morre de medo do PiG (**), e muitas vezes para ele trabalha, temia ser acusada de ajudar a candidatura da Dilma.
O que a Polícia Federal pretende fazer agora é convocar uma coletiva para hoje ou amanhã e desmentir a Folha.
A Polícia Federal já sabe que são sólidos os vínculos de Amaury Jr. e sua investigação como um trabalho que desenvolvia no jornal O Estado de Minas.
A Polícia Federal suspeita seriamente que por trás do livro do Amaury esteja o governador Aécio Neves ou alguém a ele umbilicalmente ligado.
Aécio Neves está para O Estado de Minas como José Serra para o PiG (**).
A suspeita da Polícia Federal é que a reportagem de Amaury serviria como argumento “para convencer José Serra a realizar prévias para escolher o candidato tucano à presidência da República”.
A “reportagem” da Folha seria o Golpe dentro do Golpe.
Clique aqui para ler no blog do Nassif.
Ou seja, botar a culpa do Amaury nas costas da Dilma.
E não chegar a ligação de Amaury com o Estado de Minas e com Aécio Neves.
Há mais verdades entre o céu e a Terra do que imagina a vã filosofia da Folha.
As impressões digitais do livro do Amaury não são da Dilma.
O Conversa Afiada encaminha nesse momento ao Ministro da Justiça que, supostamente, manda no Luiz Fernando Correa da Polícia Federal, as seguintes perguntas:

o Amaury pagou para obter o sigilo fiscal ?

Quem pagou pelo Amaury ?

Foi O Estado de Minas ?

Quem encomendou ao Estado de Minas ?

Foi o Aécio ?

Cordialmente, este ordinário blogueiro, Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Para entender toda a encrenca leia também:

A verdadeira história do dossiê – Serra X Aécio Neves

Amaury repete à PF que não violou sigilo. Dados da filha de Serra são públicos

Hipóteses para o caso do vazamento

PT traz o livro de Amaury para o debate; Serra se encolhe e agora prefere silêncio

Serra: “Minha filha te mandou um beijo”

Todo mundo ficou sabendo que filha de Serra tinha negócios em paraísos fiscais no dia 4 de junho

Carta Capital: filha de Serra expôs sigilo de milhões de pessoas

Fontes:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/09/bomba-serra-sabia-que-sigilo-da-filha-foi-violado-e-achou-normal/

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/
http://www.rodrigovianna.com.br/
http://www.advivo.com.br/luisnassif?page=1
http://cloacanews.blogspot.com/2010/09/eleicoes-2002-revista-veja-escancara.html

http://www.rodrigovianna.com.br/forca-da-grana/citco-building-nas-ilhas-virgens-o-verdadeiro-mapa-da-mina-aponta-para-la.html?utm_medium=awe.sm-twitter&utm_source=direct-awe.sm&utm_content=sociable-wordpress

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16945

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