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Rede Globo “defende” Direitos Humanos dos cubanos, mas dos brasileiros não!

1 de Fevereiro de 2012

Por Selene Gallucci Sidney

A cara de pau dos jornalistas da Rede Globo realmente é de se espantar. O cidadão que tem no mínimo uma vaga ideia sobre história do Brasil e um pouco de memória não tem como acreditar no que vê e ouve na emissora dos Marinhos.

A Rede Globo cresceu por conta da ditadura miliar, ou ditabranda como diz sua irmã Folha de São Paulo, na época além de receber concessões e muitos mimos dos militares, a Rede Globo também apoiou, inclusive financeiramente a Operação Bandeirante (OBAN).

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) queria sacanear a Presidenta Dilma utilizando o tema Direitos Humanos, era uma armadilha, caro navegante, usar uma blogueira cubana que recebe dinheiro dos Estados Unidados e o ódio à Cuba para criar uma crise diplomática.

A estratégia não deu certo e a Globo “relativizou” a fala de Dilma sobre Direitos Humanos. Então como patrocidora da OBAN, a Globo se diz referência no assunto! É muita cara de pau, Sr. Ali Kamel!

Para entender a Rede Globo é só assistir esse incrível documentário chamado Beyond Citizen Kane" (Muito Além do Cidadão Kane).

E para provar que muitas empresas patrocinavam a OBAN, vejam o documentário Cidadão Boilesen. Segue o trailler, mas não deixem de ver todo o documentário disponível no YouTube.

Cidadão Boilesen mostra como as empresas patrocinaram a OBAN

 

Agora voltando ao assunto. Dilma em sua fala sobre Direitos Humanos em Cuba não poderia ser mais clara. Ela disse que Direitos Humanos não deve ser bandeira só dos Estados Unidos. “Quem atira a pedra tem telhado de vidro,” ela observou.  (Pense no Pinheirinho e na Cracrolândia que a polícia do Alckimin tratou com balas de borracha. Isso é Direitos Humanos, caro navegante? Eu fico com vergonha alheia do que ocorreu e como Dilma disse, temos muitos problemas por aqui, você não acha?)

Dilma atacou Obama ao lado de Guantánamo, e para a Globo isso é “relativizar” ?
O Brasil presidido por Dilma deu visto à blogueira dissidente. Isso também é “relativizar”?

Então quer que Kamel e os Marinhos são agora exemplos de Direitos Humanos?

Mas quando a OBAN e no Doi-Codi, na Barão de Mesquita, celebrava Direitos Humanos durante a ditadura miliar, bem que Dr. Roberto achava que Direitos Humanos era coisa de “comunista”.

Repare no vídeo abaixo que Dilma espinafra São Paulo, que por acaso fica no Brasil, e que com suas balas de borracha celebra os Direitos Humanos a base de bala de borracha na USP, na Cracolândia e no Pinheiro.

A Globo defende Direitos Humanos, mas só em Cuba, porque em São Paulo, não, certo querido leitor?

 

Dilma espinafra São Paulo que por acaso fica no Brasil e que desrespeita os Direitos Humanos

 

Para o povo da Cracolândia e do Pinheiro, Direitos Humanos não passa de coisa de comunista. O que dá para concluir é que pouca coisa mudou para a Rede Globo desde o golpe militar.

Veja abaixo o que pensa a Globo sobre os Direitos Humanos em São Paulo, no programa “Entre Aspas” .  As informações são do Blog do Nassif.

Segue um trecho:

Mônica Waldvogel passou por um dos momentos mais constrangedores na história da GoboNews. Pautada para defender as ações da PM paulista, da Prefeitura de São José dos Campos e do Governo Alckimin no caso do massacre de Pinheirinho, por várias vezes, ela passou por cima dos entrevistados e tentou impor o ponto de vista da casa.

A própria chamada do programa já mostrava a tendência imposta pelos editores da GloboNews: "Interesse eleitoral pode comprometer ações sociais (referência à Cracolândia) e da Justiça (referência a Pinheirinho)".

A própria chamada do programa já mostrava a tendência imposta pelos editores da GloboNews: "Interesse eleitoral pode comprometer ações sociais (referência à Cracolândia) e da Justiça (referência a Pinheirinho)".

Ou seja, a disposição já era de dizer que as ações eram corretas e as críticas, eleitoreiras. O vídeo de abertura do programa insistiu nesta tecla, mas Mônica, por conta própria, foi ainda além.

Ou seja, a disposição já era de dizer que as ações eram corretas e as críticas, eleitoreiras. O vídeo de abertura do programa insistiu nesta tecla, mas Mônica, por conta própria, foi ainda além. Esse é o jornalixo da Globo.

Chamou a ação de expulsão dos moradores de "republicana", disse que as críticas todas têm fundo eleitoral, afirmou que os moradores só reagiram por terem sido motivados por líderes partidários, e chegou a criar um falso dilema: "o governo deveria desrespeitar ou cumprir a lei?"

Para piorar, ao referir-se ao tema conexo da Cracolândia, comparou os dependentes (que ela chama de viciados) aos traficantes do Rio de Janeiro.

Mônica não aceitou qualquer dos argumentos dos entrevistados, passou por cima da palavra daqueles que deveriam ser ouvidos, duvidou dos analistas, atribuindo, indiretamente, as posições deles a interesses eleitorais, e ofereceu um exemplo grave do que não deve fazer o jornalista: impor seu ponto de vista, a todo custo, a entrevistados, ainda mais num programa que tem como título uma alusão ao direito de opinião.

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