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Preconceito uma doença a combater

16 de Novembro de 2010

Homossexual é agredido na Av. Paulista por jovens de classe média, correntes de emails contra nordestinos, pobres, negros continuam a circular na rede.

Mulheres são agredidas e mortas por seus parceiros e emails machistas não param de chegar às nossas caixas postais.

Pergunto: onde vamos parar?

O preconceito é uma doença que sempre esteve presente na nossa sociedade (infelizmente), mas aflorou depois de uma eleição para presidente que entrou para a história como a mais suja já vista por nós brasileiros.

Esse preconceito começou por correntes de emails, tweets, comentários em blogs, sites de notícias e no Orkut e facebook. Tudo alimentado por um candidato paulista e preconceituoso. Apoiado por um elite machista e preconceituosa.

Mas não parou por aí. Se espalhou como um doença sem vacina e sem cura.

Nas escolas de classe média (alta) de São Paulo (onde se come mortadela e arrota-se caviar) o negócio ficou feio.

Professores e pais fizeram um desfavor a sociedade e espalham entre crianças e jovens informações mentirosas, caluniosas e acima de tudo preconceituosa sobre todos que são diferentes deles. Preconceito se ensina em casa e na escola?

Pois bem, isso é o que parece.

Temos um país diverso, com pessoas diferentes e de todos os cantos do mundo e com descendências da mais variadas.

O Brasil é multicultural e diversificado.

Não faz o menor sentido termos qualquer tipo de preconceito, seja de gênero (homem/mulher), seja por opção sexual, religião, cor de pele, ou região de nascimento.

O Brasil é um país pacífico que respeita as diferenças e diversidades.

Sempre acolhemos pessoas das mais diversas culturas, religiões e países.

Sempre fomos um país admirado mundialmente por nossa diversidade.

Não podemos nos deixar levar por um preconceito sem sentido aflorado na classe média e classe média alta dos paulistas.

Falo dos paulistas em especial, pois aqui isso sempre existiu, e aqui esse preconceito aflorou e se espalhou por meio dessas correntes. Sou mineira e moro em São Paulo há anos e sei que sempre isso existiu entre a classe média e classe média alta (também faço parte dessa “elite”).

Mas depois dessa eleição nojenta espalhar preconceito, agora parece que todos podem  gritar em alto e bom som que se pode ser preconceituoso e “caçar” os diferentes. Isso “virou moda”?

Agora podemos humilhar e caçar os diferentes! Como assim minha gente? Isso é crime e deve ser tratado como tal.

Não podemos ser coniventes com esse tipo de atitude. Denuncie sempre o preconceito.

Essa não é o tipo de sociedade que queremos.

Denuncie!

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