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Da senzala à casa grande: pouca coisa mudou

16 de Novembro de 2010

Quando o preconceito vira realidade. Tenho avaliado uma série de acontecimentos recentes e percebido, o quanto a elite brasileira tenta manter o status quo e preservar seus interesses. Não importa em qual região ou empresa você trabalhe, sempre existe uma relação, muitas vezes desrespeitosas entre os patrões e empregados.

Os preconceitos aparecem de todas as formas, seja por conta da sua cor, religião, estado de nascimento, ou classe social, boa aparência, ou escolaridade, mas aparece também na forma de menosprezar os funcionários, explorá-los, humilhá-los, deixando o emprega sem auto estima.

A relação padrão e empregado sempre foi de dominador e dominado, o empregado precisa do salário, se dispõe em fazer o trabalho contratado, mas muitas vezes é perseguido, explorado e menosprezado.

Existe entre os patrões o pré-conceito que seus funcionários são exploradores, e que precisam ficar de olhos abertos para esses espertinhos não lhe roubarem ou passarem a perna no chefe.

Há sempre uma desconfiança. Que não faz sentido, visto que ambos tem obrigações e direitos assegurados nos contratos de trabalho. Cada deve cumprir sua parte. Simples assim.

Nenhum patrão tem direito de fazer chacotas ou espalhar boatos em relação aos seus funcionários, assim como, nenhum funcionário pode fazer isso também.

A relação deveria se de respeito mútuo e bastava somente cumprir o contrato assinado por ambos.

Mas infelizmente na prática isso não acontece.

Existem duas formas de ameaças as veladas em relação ao patrão x empregado, por meio de perseguições e pequenas sacanagens como escalar o funcionário para trabalhar nas datas e horários que são mais complicados a eles, ou até reprovar repetidamente as tarefas executadas.

Outras são mais descaradas e mais fáceis de serem enquadradas em assédio moral. Onde o chefe ou patrão ameaça o funcionário de demissão e lhe faz ofensas pessoais.

Já trabalhei com todo tipo de chefe/padrão (chefe é diferente de patrão, patrão é o dono). E já presenciei todo tipo de coisas em ambientes de trabalho.

Em todos os casos o empregado, às vezes fica doente e em seguida pede demissão.

Infelizmente percebo que é muito difícil punir tais atitudes que devem ser anunciadas.

Creio que muitos sindicatos e mesmos funcionários ainda não sabem lidar com a questão.

Quando o mercado de trabalho se aquece, percebo que essas coisas tendem a diminuir, mais vagas, menos chances do funcionário se submeter as torturas diárias.

Isso tudo faz parte da história de dominação dos brasileiros. É resquício do senhor de engenheiro contra o negro.

Infelizmente ainda há Senzala e Casa Grande.

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