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A notícia 171

16 de Setembro de 2010

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-noticia-171#more

Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 – 16:53

Por Andre Borges Lopes

Nassif, há outra coisa que não bate nessa história mal contada. Refere-se ao e-mail da Synergy que "provaria" o pedido de propina.

No tal e-mail que tem como cabeçalho "Dados Solicitados" o remetente diz textualmente "Nesse contexto, peço a gentileza que, tão logo possível, encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal. Solicito ainda, a gentileza de aguardar o envio da nota fiscal para realização do depósito em conta corrente".

Ora, eu entendo desse texto é que a consultoria Synergy está enviando os seus dados fiscais e bancários que foram solicitados para que a empresa do Rubinei elabore uma minuta de contrato e remeta essa minuta para avaliação do depto. jurídico da consultoria.

Aprovado o contrato, quem vai emitir uma nota fiscal é a Synergy, contra a empresa do Rubnei.

Mas o texto da Folha diz o contrário:

"No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento."

Alguém pode me explicar porque cargas d’agua uma empresa precisa EMITIR uma nota-fiscal para FAZER UM PAGAMENTO.

Supondo que seja mesmo o contrário: a tal consultoria Synergy iria emitir uma nota-fiscal de R$ 5 milhões referente ao pagamento de propina para a "dama de ferro" quitar suas dívidas? E receber a propina por meio de depósito numa conta do Banco do Brasil?

Ou essa turma toda é um bando de loucos e vigaristas, ou a história inteira é um grande 171.

A armação do "consultor" da Folha

Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 – 16:20

Rapidamente estão sendo montadas as peças desse quebra-cabeça da armação do tal "empresário" condenado com a Folha de São Paulo.

Agora mesmo o BNDES soltou um comunicado sobre o pedido de financiamento de R$ 2,25 bilhões.

Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer.

No entanto, esse pedido de R$ 2,25 bilhões foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.

Comunicado do BNDES

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:

Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.

Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.

O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.

Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.

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