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Escândalos da era FHC – Proer

12 de Fevereiro de 2010
http://quemtemmedodolula.wordpress.com
Publicado em 22/06/2009 por Roder
Especialista em "buracos"Especialistas em “buracos”

O Proer – Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional foi um verdadeiro “prêmio à corrupção”.

O governo FHC “investiu” pesado nos bancos. Entre 1995 e 2000, destinou cerca de 112 bilhões ao sistema financeiro. Hoje, isso representa mais de 20% dos investimentos iniciais do PAC. (clique aqui)

A dívida dos bancos foi sociabilizada. E quem pagou por ela foi o povo brasileiro.

E a mídia? Bem, essa cuidou de proteger o “Grande Farol”.

Caixa-dois e os bancos.

Nesse mesmo momento, nascia o episódio da Pasta Rosa. A primeira evidência de caixa-dois da história da República é do governo tucano.

Quase quarenta políticos, entre eles Renan Calheiros, Agripino Maia e o próprio Antônio Carlos Magalhães, receberam dinheiro não-contabilizado do banco Econômico para a campanha de 1990. Isso veio à tona no mesmo momento que o Proer era lançado por FHC. (clique aqui)

O procurador Geraldo Brindeiro pediu o arquivamento do inquérito em fevereiro de 1996. Nenhum político foi punido por causa do escândalo.

Alguns deputados conseguiram criar a CPI sobre o caso em 1996, mas os aliados de FHC retardaram a instalação dos trabalhos até 2001. O relator tucano Alberto Goldman (SP) concluiu(?) que “o socorro aos bancos quebrados era inevitável diante da crise vivida pelo sistema bancário”. (clique aqui)

A farra do Proer

Foram contemplados pelo plano de intervenção federal: Econômico (BA), Mercantil (PE) Comercial (SP), Nacional e Bamerindus, entre outros.

O governo, sem autorização do Senado, adquiria empréstimos de instituições em boa situação financeira e emprestava sem garantias de retorno. Depois, o Tesouro Nacional ressarcia os bancos credores com o próprio dinheiro público. E assim, o saldo devedor era acrescido à dívida do governo.

Os arquitetos dessa grande falcatrua foram os ministros da Fazenda, Pedro Malan; do Planejamento, José Serra; e o presidente do Banco Central, Gustavo Loyola.

Gilmar Dantas entra em ação

Condenados em 2002, em dois processos por improbidade administrativa, Serra e Malan recorreram com recursos para a anulação do processo. Quando processados por improbidade, os ministros são julgados por juízes comuns, da primeira instância do Judiciário. Enquadrados por “crime de responsabilidade”, ganhavam automaticamente o privilégio de foro. Ou seja, só poderiam ser julgados pelo STF. Foi baseado nisso que Gilmar Mendes mandou ao arquivo as ações que pesavam sobre os ombros dos ex-colegas de governo.

Em sua decisão, o novo presidente do STF levou em conta o seguinte detalhe: “os efeitos de tais sanções em muito ultrapassam o interesse individual dos ministros envolvidos.” A condenação impunha responsabilidade “individual de quase R$ 300 milhões” para cada réu.

Ou seja, roubar bilhões dos cofres públicos não estava em questão.

E o “Farol”?

Fernando Henrique Cardoso ainda insiste em dizer que o Proer foi financiado com recursos do sistema financeiro. Recentemente, criticou o governo Lula por liberar parte do compulsório para abertura de crédito nos bancos, durante o auge da crise americana.

Rebatendo as críticas, o presidente do BC, Henrique Meireles, afirmou que a medida apenas representava 10% dos compulsórios dos bancos e que o governo não tinha simpatia por usar reservas cambias para enfrentar a crise, como feito em governos anteriores. (clique aqui)

Eles não contavam que o governo Lula emprestaria R$ 10 bilhões ao FMI.

Nem com o excelente desempenho da economia brasileira frente a crise americana.

Essa doeu, hein, Farol?

Roder

4 comentários leave one →
  1. Tuiuiu permalink
    18 de Outubro de 2010 13:00

    Vcs só esqueceram de dizer q foi o Proer q salvou o Brasil da crise atual e que até o presidente Lula acabou elogiando o projeto. Me engana q eu gosto!!

    • nem me viu permalink
      24 de Agosto de 2012 13:51

      CHUPA!!!!

  2. Glauco permalink
    28 de Novembro de 2010 19:40

    E o legal, é o que o povo ainda votou nela.. cada uma

  3. marcelo permalink
    29 de Outubro de 2012 5:25

    Foi mesmo quem salvou o sistema financeiro nacional, impedindo que os bancos nacionais alavancassem seus empréstimos em mais do que 11 vezes dos seus ativos. Nos EUA, instituições financeiras emprestaram até 70 vezes os seus ativos! E deu no que deu: A bolha imobiliária! Quebra da Fanny Mae e Freddie MacCujo, cujo preço da debacle está sendo pago até agora pelo norteamercicanos.

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