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Eleição é “tudo ou nada” na carreira política de Serra. Tá na hora de desistir

2 de Fevereiro de 2010

Eleição é “tudo ou nada” na carreira política de Serra

Para analistas, governador de SP sabe o que está em jogo e, por isso, ainda não é candidato

Wanderley Preite Sobrinho, do R7Pauio Liebert/Agência Estado - 14.09.2009
Foto por Pauio Liebert/Agência Estado – 14.09.2009
Muitos tucanos ainda apostam na chapa Serra-Aécio para vencer a eleição

A eleição presidencial deste ano pode significar mais do que a escolha do próximo presidente do Brasil. Ela coloca o PSDB e um de seus principais representantes, o governador de São Paulo, José Serra, no centro das atenções. Especialistas ouvidos pelo R7 disseram que uma terceira derrota para o PT pode colocar o PSDB em uma crise de identidade e abalar a carreira política de seu pré-candidato, o próprio Serra.

O tucano completa 68 anos em março deste ano e, se não virar presidente desta vez, terá de esperar mais quatro anos para se candidatar, quando teria 72 anos, um ano a mais que o presidente Fernando Henrique Cardoso quando entregou a Presidência a Luiz Inácio Lula da Silva. Já o principal concorrente de Serra no partido, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, tem muito tempo pela frente. Ele completa 50 anos em março e é a outra grande aposta do PSDB de um dia voltar à Presidência.

O cientista político e professor da UnB (Universidade de Brasília) Leonardo Barreto diz que em caso de nova vitória petista “Serra será um político derrotado e sem mandato”:

– Ele vai precisar esperar para concorrer ao Senado daqui a quatro anos, quando a única vaga terá que ser disputada com [Eduardo] Suplicy (PT), o que não é nada fácil.

O professor de ciências políticas da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Vitor Emanuel Marquetti, explicou que o governador sabe que sua carreira política está em jogo, e é por essa razão que até agora ele não se declarou candidato à Presidência. É que Serra ainda pode desistir da disputa nacional para tentar se reeleger em São Paulo:

– A derrota pode encerrar sua carreira ou, pelo menos, enfraquecer sua força política. É exatamente por isso que Serra tem demorado a sair a campo.

Para os analistas, as eleições de 2010 não são um “tudo ou nada” apenas para Serra, mas também para o próprio PSDB, o principal partido da oposição. Barreto diz que a possível derrota tucana colocará o partido em uma “crise histórica”:

– Apesar de o PSDB continuar sendo a principal voz da oposição, ficar muito tempo fora do governo tem seu custo. Se os tucanos perderem, vão entrar em uma crise histórica e falar imediatamente em reestruturação do partido.

Já Marquetti disse que a derrota pode ser boa para o PSDB, porque ela pode “ajudar o partido a se encontrar como oposição”.

O professor de ciências políticas da UnB (Universidade de Brasília), Octaciano Nogueira, afirmou que a análise deve ser mais ampla. De acordo com ele, o enfraquecimento do PSDB como oposição vai depender do desempenho dos governadores tucanos e de “todas as bancadas” do partido nos Estados e no Parlamento.

Vamos lá:  A direita não terá mais chances no Brasil. Sim ao Lula,  sim a Dilma, sim ao PT.

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